7 aprendizados no ano em que larguei meu emprego para empreender.

Relaxa, não vou vender Master Class no final.

Foi em 2020 que deixei de ser colaborador para empreender e, como esse ano foi maravilhoso e desgraçado, preciso refletir e externar isso de alguma forma para fixar os aprendizados e ser uma fonte de consulta para mim mesmo, no futuro.

Não estou lhe desconvidando da leitura, mas entenda que isso se resume às minhas experiências no cenário em que estou inserido, logo, sinta-se livre para absorver somente o que lhe for útil.

A vida não está nem aí para o seu planejamento.

Ter lido esse texto do professor Matheus de Souza em 2019 me preparou melhor para essa verdade.

Mas… pqp hein! Na prática é outra história.

Mais da metade dos meus projetos e dos “bizniz” que foram fechados no final de 2019, que me deram coragem para pedir demissão em janeiro de 2020, morreram assim que o Covidão chegou ao Brasil.

Claro que eu não havia jogado tudo para cima ao pedir demissão, fiz isso com planejamento, reserva financeira, e apoio da esposa e da família, o que foi primordial para analisar a situação de m&#$* na qual eu estava e rever meus planos.

A Importação me endureceu e ensinou a esperar pelo pior cenário, pois foi exatamente o que aconteceu.

Contudo, nem isso bastou.

Não sou tão forte como imaginava e nem quero ser.

Com a chegada da pandemia e a perda de algumas fontes de renda que me obrigaram a utilizar a reserva financeira, externei excessivamente minha frustração no iFood, videogames e bebidas alcoólicas.

Resultado: 5Kg em menos de 40 dias, engordei praticamente um Romeu (o de gravata).

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Além disso, vieram ao longo do ano os primeiros perrengues da glamurosa vida empreendedora (#sarcasmo): burocracia para abrir empresa, calote, plágios, clientes sanguessugas…

Como disse, achava que a vida na Importação tinha me endurecido o suficiente para não me abalar tanto, mas estava bem enganado, todas essas situações me causaram estresse, dor e diversos outros sintomas que me levaram às lágrimas de raiva e de frustração algumas vezes.

Sim, eu choro, fico puto, tenho vontade de desistir, mas aí desabafo, me acalmo, coloco as ideias no lugar e continuo.

Existe a hora de ficar puto e a hora de acreditar que vai dar certo, essa história de sempre ter #positividade é um veneno.

Sou muito privilegiado.

Mesmo depois de tanta sofrência, a verdade é que me encontro numa situação tranquilíssima para empreender, quando comparado a muita gente.

Tenho reserva financeira, esposa que trabalha, pais com confortável aposentadoria e prontos para me ajudar… Se precisar voltar a trabalhar como CLT (algo com o que não teria problema), acredito que conseguiria em pouco tempo uma posição que pagasse as contas.

Portanto, o que é a minha situação se comparada às inúmeras pessoas que vieram no privado me pedir ajuda ou dicas para conseguir o primeiro emprego? Ou que estão há mais de um ano desempregadas, com filhos para criar, aluguel para pagar?…

Sem contar o choque de realidade que experencio quando posso participar de ações sociais…

Isso não desmerece o meu esforço, cada um batalha com o que tem, mas é importante que reservemos um tempo para ajudar quem não teve a mesma sorte.

Sério, tem gente que só precisa de dicas para melhorar o currículo, ou tirar uma dúvida, ou até mesmo desabafar sobre como tá foda.

Dividir uma parte dos meus privilégios com quem precisa foi primordial para aguentar esse ano.

Não se preocupar em agradar a todos é libertador e necessário.

A partir do momento que você, ou seu trabalho, tem personalidade e posicionamento, você vai atrair mais pessoas e desagradar outras na mesma ou maior proporção.

Agora, se você tentar agradar todo mundo, seu trabalho será, na melhor das hipóteses, mediano.

E o ordinário é o primeiro a ser esquecido.

Porém, não se preocupar em agradar a todos não significar ser um cavalo de rude, é difícil (sei bem), mas é possível ser autêntico sem perder a cortesia.

Seja postando a foto de natal com a família ou iniciando uma página no Insta sobre o assunto que gosta, vai ter gente julgando para o bem ou mal.

Você julga, eu julgo, normal, é o custo de se expor.

Não inicie outro projeto enquanto o atual não estiver sólido.

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Photo by Nicolas Hoizey on Unsplash

Esse foi o ano de dizer muitos “nãos”.

Isso foi reflexo do meu “trabalho com personalidade” que começou lá em 2018, nunca na minha vida recebi tantos convites para projetos, porém a maioria deles sem pé nem cabeça.

Alguns foram honestos e só careciam de estrutura, outros tentaram se aproveitar de mim (é, teve de tudo). Independente disso, precisei negá-los para focar naquilo que tinha me comprometido.

Como minha produção de artigos estava acontecendo com solidez e qualidade, pude começar 2 novos projetos que levo a sério desde janeiro.

  1. Podcast
  2. Instagram*

*Especialmente em fazer vídeos para os stories, se você viu os primeiros, vish…

Já tenho ideia do que quero desenvolver depois que estes dois estiverem dominados, mas há ainda muito para melhorar neles em 2021.

Se você tentar abraçar todas as oportunidades que lhe aparecerem, poucas vão se realizar com qualidade.

Seus valores estão nas suas ações, não na parte institucional da empresa.

Lembra que falei sobre não se preocupar em agradar a todos? Esse é mais um benefício.

Nunca me preocupei em definir meus valores no meu site, por exemplo, talvez por consequência do ranço que tenho da hipocrisia das empresas de Comex.

Tal qual empresas de Comex que, de um lado, se exibem com projetos sociais e, de outro, ficam inventando e cobrando custos inexistentes dos clientes.

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Curiosamente, essa hipocrisia foi um dos motivos que me motivou a escrever.

A recorrência de externar seu trabalho com personalidade vai naturalmente mostrar todas as suas virtudes… e até os defeitos, por que não? Alguns deles consegui corrigir (ou, pelo menos, amenizar), graças à escrita.

Quem insiste que a vida empreendedora é onde está o sucesso, quer te vender curso.

Nossa, me senti o bichão do sucesso mesmo emitindo NF, pagando boleto, cobrando caloteiro, mandando plagiador tirar conteúdo meu do ar…. #SQN

A vida toda no CLT, claro que eu ia me ferrar migrando para o CNPJ.

Ok, me dei muito bem no “home office”, curto a liberdade, mas é foda se motivar sozinho, tanto que para me ajudar nessa motivação deixo bem na minha vista, abaixo do meu monitor, os boletos a vencer.

“Ain Jonas, mas o sucesso da vida empreendedora é infinito!”

Sabe o que mais é infinito? O fracasso!

E dá, sim, para ter sucesso infinito como CLT também, tenho amigos e conhecidos que nem preciso perguntar quanto ganham para saber que estão “muito bem, obrigado”.

Se isso significa sucesso para você, o meu conceito disso não para de mudar… Tô curtindo a vida empreendedora, mas é um investimento a longo prazo, não adianta, a cada escolha, uma perda.

E você amiga(o)?

Sou muito grato de ter pessoas que genuinamente torcem para que eu cresça sem limites, se você é uma delas, obrigado, mesmo! Se quiser, fique à vontade para compartilhar nos comentários o que conseguiu aprender, seja num ano terrível como esse, ou no ano em que começou a empreender.

Também aceito conselhos, tenho muito a aprender!

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