O que é Cabotagem e quais as vantagens e desvantagens?

Considerando que ela teve um crescimento de 26% entre os anos de 2010 e 2018 (ANTAQ), bem provável que todo profissional de Comércio Exterior e logística tenha ideia sobre o que é a Cabotagem.

Contudo, o crescimento ainda é tímido para um país com quase 8 mil quilômetros de costa e com 175 instalações portuárias: em 2018 a cabotagem representou apenas 11% do total das modalidades de transporte.

Em suma, é uma opção de transporte que pode ser muito econômica se conseguir que a logística seja executada conforme planejado.

Diante disso, vamos apresentar o que é Cabotagem e as suas vantagens e desvantagens mais relevantes, para que você esteja melhor preparado para começar a estudar essa opção.

O que é a cabotagem?

Trata-se do transporte por águas entre portos dentro do país, sem perder a costa de vista.

No entanto, ela não se limita a água salgada, seu percurso pode ocorrer também por rio, como por exemplo o porto de Manaus, que fica no rio Amazonas.

Porto de Manaus
Porto de Manaus – amazonasatual.com.br

Os tipos de mercadoria que movimentam são diversos, a depender da embarcação e conforme as restrições de risco e logística.

No Brasil, o granel representou mais de 90% da Cabotagem em 2018, por fim, apenas 8% para contêiner e 1% para carga geral.

Cabotagem no Brasil, participação por perfil de carga, 2018.
Cabotagem no Brasil, participação por perfil de carga, 2018. Fonte: BNDES

Como a cabotagem funciona?

Sobre o funcionamento, deve-se saber que tanto os navios quanto a forma que cada segmento opera na Cabotagem são diversificados e, acima tudo, vai além do transporte entre portos.

A Cabotagem é apenas parte da logística de transporte, pois todos os Armadores que operam nessa opção oferecem também transporte rodoviário, ferroviário, armazém e a logística portuária.

Vantagens da cabotagem

A Cabotagem oferece diversas vantagens para as empresas, tanto no âmbito econômico quanto sustentável, além de interferências positivas no trânsito.

Maior segurança.

Sabemos que o transporte marítimo tem seus riscos, porém, os riscos da viagem são reduzidos por ser realizada sem se afastar da costa.

Em comparação aos demais modais de transporte, o risco da ocorrência de roubos, extravios e acidentes é consideravelmente menor, o que reflete diretamente na qualidade de entrega do produto, que tem redução a danos e surpresas durante o percurso.

E, por fim, essa segurança também proporciona uma economia diante dos prejuízos que as empresas teriam em caso de acidentes ou furtos, em que teriam que (re)investir pelo pedido de um novo produto, seu transporte e todo o esforço para não perder um cliente que ficou sem produto..

Menor impacto ambiental.

Port Chalmers,, New Zealand
Photo by Nareeta Martin on Unsplash

O setor de transportes é um dos principais emissores CO2 no mundo, representando 25% do total, atrás apenas para o desmatamento.

A Cabotagem é a modalidade de transporte que menos agride o meio ambiente, por ser o modal marítimo cuja taxa de emissão de CO2 representa cerca de um décimo da provocada pelo transporte em rodovias e um terço das ferrovias.

Seja na Cabotagem ou longo curso, o transporte marítimo evolui em tamanho de embarcações e velocidade, ao mesmo tempo que aplica soluções que reduzem o impacto no meio ambiente.

Nesse sentido, se sua empresa tem uma agenda preocupada com o impacto ambiental, a Cabotagem estará alinhada com tal objetivo.

Alta Escala de carga.

De maneira idêntica ao transporte de longo curso da Importação e Exportação, o transporte por embarcações favorecem a escala, seja granel ou contêiner.

E o melhor de tudo, numa única remessa.

Vantagem também encontrada no transporte ferroviário, que é, contudo, tão pouco explorado no Brasil que dispensa apresentação de estatísticas para comprovar.

Menor custo e risco no transporte.

Por fim, além da Cabotagem economizar com a escalar e reduzir os riscos mencionados,  o custo do seu frete é até 20% menor do que o rodoviário.

Por mais que seja necessário levar a mercadoria até o porto (e, provavelmente será feito de caminhão), a redução de distância e tempo de transporte do rodoviário, para ser realizado principalmente por água, vai refletir num frete menor.

Evidentemente que há outros riscos, mas será um alívio (mental e financeiro) não precisar se preocupar com:

  • Sequestro de veículo;
  • Atraso na entrega por bloqueio em rodovia; e/ou
  • Custos extras de reparo devido as condições das rodovias.

Desvantagens da Cabotagem.

Como tudo no Comércio Exterior, raramente encontramos soluções aplicáveis a todos os casos.

Sobretudo pelo que vimos no início do texto, é uma opção pouco explorada em comparação com o tamanho de nossa costa.

Baixa frequência de embarque.

De modo geral, não é difícil conseguir um caminhão em poucos dias, ou até mesmo no mesmo, para realizar um transporte, independentemente do quão longe for o destino.

Vantagem essa que não encontramos na Cabotagem, dependendo da distância entre os portos de embarque e desembarque, pode ser necessário aguardar uma semana ou mais.

Maior tempo de transporte.

Carol M. Highsmith’s America, by rawpixel.

Não apenas reflexo da baixa frequência de embarque, existe também o tempo consumido pela logística portuária para movimentar e acondicionar a carga na embarcação, assim como a física do transporte sobre água, que não permite a mesma velocidade do transporte rodoviário.

Logo, é uma desvantagem que só pode ser contornada ao realizar a operação com antecedência e muita…

Planejamento logístico.

Em resumo, para que o transporte de Cabotagem tenha sucesso, é preciso que seu planejamento logístico considere:

  • a produção do produto, bem como seu acondicionamento;
  • a coleta do contêiner vazio (se contêiner);
  • carregamento na sua localidade e transporte até o porto de embarque;
  • descarregamento do veículo e carregamento no porto para a embarcação;
  • descarregamento da embarcação para o porto e carregamento no veículo;
  • transporte do porto de desembarque até o destino final; e
  • devolução do contêiner vazio (e limpo!).

Ou seja, muitas pessoas e empresas envolvidas, trata-se de uma logística tão complexa quanto a envolvida na Importação ou Exportação.

Não basta saber o que é cabotagem.

Agora que entendeu o que é Cabotagem e algumas das suas vantagens e desvantagens, é preciso estudar se é aplicável à sua operação.

Como mencionado, não será um estudo fácil, contudo, quem atua na Cabotagem tem a experiência e estrutura para lhe auxiliar.

Pode ser que não sirva para sua operação, mas, por outro lado, também pode ser a solução para conseguir chegar naquele preço competitivo. Seja como for, o importante é continuar a busca por reduções de custo inteligentes, essa habilidade é primordial no profissional de logística e Comércio Exterior.

E você, amiga(o)?

Conhecia a Cabotagem? Já realizou transportes nessa opção? Como foi a experiência? Sabe de outras vantagens e desvantagens? Vamos continuar conversando sobre o assunto nos comentários!

Este artigo foi escrito com a turma da LogComex e publicado originalmente em blog.logcomex.com

Quais os tipos de containers marítimos mais utilizados no Comércio Exterior?

Os tipos de containers utilizados atualmente em processos de Importação ou Exportação conseguiram substituir os toneis, barris e sacas nos navios apenas no século XX, de modo que considerando que o transporte marítimo começou por volta de 1.200 AC, pode-se afirmar que o container é uma invenção recente.

Ademais, foram mais de 50 anos, desde a ideia inicial, para o container ser padronizado em norma ISO.

Mover uma grande caixa metálica, os próprios containers, cheia de mercadorias, no lugar de ter que fazer as diversas movimentações das embalagens que cabiam dentro deles, tornou as operações logísticas, (principalmente a portuária)  muito mais eficientes e seguras.

E mesmo havendo uma norma de padronização, existem diferentes opções de containers, cujas variações são capazes de influenciar tanto os custos logísticos quanto tributários.

O objetivo do texto é lhe apresentar os tipos de containers marítimos mais utilizados no Comércio Exterior, e suas características mais relevantes, para que não restem dúvidas sobre qual container usar para exportar ou importar sua mercadoria.

O que é um container?

No que tange transporte marítimo, é necessário primeiramente entender que o container não é:

  1. Embalagem; e
  2. Seu (no caso, de quem possui carga dentro).

Se a pessoa pensar que container é uma embalagem, é meio caminho andado para pensar que é dele. Parece loucura, mas acontece, com o fim de evitar que algum cliente seu brigue dizendo o contrário, cito a legislação abaixo:Se a pessoa pensar que o container é uma embalagem para a sua mercadoria, daí para pensar que é o container é dela é “dois pulo”.

Parece loucura, mas acontece! Então a fim de evitar que algum cliente seu discuta dizendo o contrário, cito a legislação abaixo:

(…)considera-se unidade de carga qualquer equipamento adequado à unitização de mercadorias a serem transportadas(…) a unidade de carga, seus acessórios e equipamentos não constituem embalagem e são partes integrantes do todo. Art. 24, Lei 9.611/1998

Em resumo, o container utilizado no transporte marítimo é parte da embarcação, seu uso facilita a unitização e movimentação da carga, portanto, ele não pode ser tratado como uma caixa de papelão ou pallet, que faz parte do custo da mercadoria.

Do contrário! Por ser parte da embarcação deve ser devolvido ao Armador depois do uso e o quanto antes, para não pagar demurrage!

Quais são os tipos de container existentes e mais utilizados.

O tamanho do container é identificado por seu comprimento em pés e, apesar de existirem de 10, 20, 30 40 e 45 pés, são os de 20 e 40 pés de comprimentos que predominam fortemente no frete marítimo.

‘ = Pés

” = Polegadas

Unidade de medida padrão norte americano
“pés”, “polegadas”, “libras”, “onças”… paciência.

Para explicar os tipos de containers existentes e mais utilizados, decidimos separar em quatro grupos conforme o tipo de carga, enfatizando o modelo mais comum deles (o Dry Box) e explicando os demais com base nas características que os diferenciam deste.

Antes de tudo, entenda que as informações físicas variam entre os Armadores (nem entre eles há consenso), pois o espaço e peso de uma unidade pode variar conforme a sua construção, o piso utilizado, as reformas sofridas, onde e quando foram construídos…

1 – Carga Geral e Seca.

Este grupo engloba toda carga que caiba num container simples fechado, com embalagem própria, sem necessitar de controle de temperatura e ambiente.

Apesar da palavra “seca”, também pode transportar fluídos, desde que armazenados em embalagens propícias a esse tipo de produto – por exemplo, tambores, tonéis e IBC.

Embalagem do tipo IBC utilizada em container Dry Box.
Embalagem do tipo IBC utilizada em container Dry BoxCargorestraimsystems

Este grupo se limitará àqueles dois tipos de containers mais populares no transporte marítimo.

Container Dry Box.

Container Dry Box de 40 e 20 pés.
Container Dry Box de 40 e 20 pés – portshippingcontainers.com

20′

  • Dimensões internas: C 5,9 x L 2,34 x A 2,39 metros.
  • Tara: 2.150,00Kg
  • Capacidade para: 22.000,00Kg

40′

  • Dimensões internas: C 12,04 x L 2,34 x A 2,39 metros.
  • Tara: 3.550,00Kg
  • Capacidade para: 27.000,00Kg

Também conhecido como Standard, GP (General Purpose) ou simplesmente Dry, este é certamente o modelo mais utilizado no transporte marítimo.

Sua estrutura é predominantemente em aço, com assoalho de madeira. Possui porta dupla numa das extremidades, cada qual com duas maçanetas (que eventualmente, de tão emperradas, precisam ser abertas na base da marretada) com orifícios para inserir o lacre (aquele que informamos no BL).

Além do comprimento, a maior diferença entre os dois é que o de 20′ possui abertura nas laterais para que possa ser movimentado com empilhadeira.

Alguns modelos de 40′ também possuem, mas há quem não se importe.

acidente empilhadeira container
Até acontecer isso – dadelift.com

Container High Cube.

40′

  • Dimensões internas: C 12,04 x L 2,34 x A 2,69 metros.
  • Tara: 4.150,00Kg.
  • Capacidade para: 26.300,00Kg.

Também conhecido como HC, trata-se do irmão 30cm alto do Dry Box.

Pode parecer pouca diferença (inclusive na imagem), até o dia que não conseguir estufar um container com empilhadeira porque a carga mais o pallet excederam a altura do Dry.

container dry box ao lado high cube
Container Dry Box ao lado do High Cube. – Venixlogix.eu

O HC é indicado quando a mercadoria é mais volumosa que pesada, pois apesar da preciosa altura, ela tem um preço: o container é mais pesado e sua capacidade de carga (em peso) é reduzida.

O valor do frete, do free time e da demurrage costumam ser menos vantajosos que o Dry, mas dependendo da demanda não é incomum solicitar cotação de Dry e receber HC com o mesmo valor ou mais barato.

Carga pesada ou superdimensionada.

Série Carga Pesada
Não conhece? Então você perdeu o melhor curso gratuito de transporte rodoviário. – Wikipedia

Certamente que nem tudo que esse mundão produz pode ser transportado num Dry ou HC e, para atender essas grandes e pesadas estruturas que existem estes tipos de containers.

Em contrapartida, estas unidades comprometem os benefícios logísticos de se utilizar container, pois dificultam o transporte e a movimentação, além do acondicionamento no navio – por ocuparem mais espaço e reduzirem a capacidade de empilhamento.

E quando um produto dificulta a logística, certamente ela custará mais caro.

Em virtude de serem poucas unidades disponíveis, o free time oferecido é mais curto e o valor da demurrage bem mais alto em comparação ao Dry Box.

Container Open Top.

20′

  • Dimensões internas: C 5,89 x L 2,34 x A 2,39 metros.
  • Tara: 2.050,00Kg
  • Capacidade para: 21.700,00Kg

40′

  • Dimensões internas: C 12,04 x L 2,34 x A 2,39 metros.
  • Tara: 3.800,00Kg
  • Capacidade para: 27.020,00Kg

Também conhecido pela sigla OT, este tipo de container diferencia de um Dry Box por ter o topo aberto, tornando-o ideal para cargas altas, mas não somente elas.

Equipamentos pesados e compridos não favorecem o uso de empilhadeiras, mas com este container, eles podem ser acondicionados por cima com guindastes e pontes rolantes. Ademais, caso não haja tanto excesso de altura, é possível fechar o teto do container com lona, como vemos no discreto (sarcasmo) modelo abaixo.

container open top com lona
Quem sou eu pra julgar, tenho uma mala dessa cor – aayans.com

Container Flat Rack.

20′

  • Dimensões internas: C 5,94 x L 2,35 x A 2,35 metros.
  • Tara: 2.360,00Kg
  • Capacidade para: 30.140,00Kg

40′

  • Dimensões internas: C 12,13 x L 2,40 x A 2,14 metros.
  • Tara: 5.000,00Kg
  • Capacidade para: 40.000,00Kg

Aumentando mais um pouco as dimensões e capacidade de peso da carga, certamente que o FR será a opção adequada para equipamentos gigantes. Além do teto, ele não possui porta (dã) e nem paredes e, para evitar que a mercadoria corra, há diversos pontos nas laterais para amarração de cordões, correntes, cintos…

Dica do amigo importador: atente-se para estes tocos peação, se eles não forem devidamente fumigados, poderá eventualmente se incomodar bastante com o MAPA.

Container Plataforma.

20′

  • Dimensões internas: C 6,06 x L 2,44 metros.
  • Tara: 2.740,00Kg
  • Capacidade para: 31.260,00Kg

40′

  • Dimensões internas: C 12,19 x L 2,44 metros.
  • Tara: 5.700,00Kg
  • Capacidade para: 39.300,00Kg
container plataforma / pranchão

Se sua carga for do tamanho do ego de um fiscal da RFB em vistoria de canal vermelho, as duas paredes do FR podem atrapalhar e é aí que entra o container plataforma, também conhecido por Platform – mas o legal mesmo é chama-lo de pranchão.

Assim como o Flat Rack, sua superfície pode ser tanto em madeira quanto em aço.

Tanto o FR quanto o pranchão possuem altíssimos valores de frete (mesmo que a carga esteja respeitando os limites das dimensões) e exigem muito cuidado com o free time, por isso são mais utilizados para transporte de maquinários de alto valor agregado. Estes dois tipos de containers tendem a ser mais difíceis de encontrar.

Se precisar mesmo de um pranchão e não haver disponível, veja se não possuem um Flat Rack, pois em muitos deles as paredes podem ser baixadas, como no vídeo abaixo.

Achou que este artigo só ia encher de características físicas e fotinhos de container? Aqui a gente ensina 🙂

Carga dependente de controle atmosférico.

Devido ao nosso fortíssimo agronegócio, o primeiro exemplo que vem em nossa cabeça são alimentos, mas plantas, fármacos, flores e micro-organismos também são transportados além-mar e precisam destes tipos de containers capazes de controlar a atmosfera.

Container Ventilado.

20′

  • Dimensões internas: C 5,90 x L 2,32 x A 2,37 metros.
  • Tara: 2.650,00Kg
  • Capacidade para: 24.000,00Kg

Em princípio, olhando de longe e sem óculos, pode parecer um container Dry Box, o que o difere são as fissuras viradas para baixo localizadas ao longo das paredes, é conhecido em inglês pelo nome Ventilated.

Certas cargas como grãos, químicos e fertilizantes apenas precisam que a atmosfera se mantenha a mesma que a externa, assim como há outras que emitem gases capazes de alterar o ambiente dentro do container e comprometer o produto.

Container Reefer.

container reefer 40'
tmrresearch.com

20′

  • Dimensões internas: C 5,44 x L 2,29 x A 2,29 metros.
  • Tara: 3.080,00Kg
  • Capacidade para: 27.400,00Kg

40′

  • Dimensões internas: C 11,56 x L 2,28 x A 2,25 metros.
  • Tara: 4.800,00Kg
  • Capacidade para: 27.700,00Kg

O nome soa bem, e isto é metade da descrição de sua capacidade, o container Reefer consegue manter constantemente temperatura tanto até -30ºC bem como +30ºC.

Para conseguir esse feito, sua estrutura em síntese predomina aço e alumínio, possui isolamento térmico (a cor branca também ajuda), as portas vedam com maior eficiência contra corpos estranhos externos e, na extremidade oposta, está instalado o sistema de controle de temperatura.

Em contrapartida, seu espaço interno é inferior que dos demais tipos de container devido ao espaço utilizado pelo sistema de controle da temperatura e o das saídas de ar, que não podem ser bloqueadas.

Container NOR

Como o agronegócio é predominante em nossas exportações, inegavelmente que exportamos muito com container Reefer, mas não importamos nem perto dessa quantidade de produtos que exigem um controle de temperatura… portanto, “como faz” para essas caixinhas voltarem?

Elas voltam desligadas, com carga geral.

Seinfield>Friends

NOR significa Non-Operating Reefer, mas no Comex chamamos de Nor mesmo… para ser mais fácil lembrar do nome, lembra que o “Reefer NÓR vem ligado”.

(Prometo não fazer mais isso!)

Dependendo da época do ano, o frete do NOR é muito barato, ganhando fácil do Dry Box, mas é preciso tomar três cuidados:

  1. espaço interno reduzido;
  2. estrutura sensível e custo de reparo caríssimo (mais que o normal);
  3. free time curto e Demurrage tão cara quanto o custo de reparo.

Logo, sua importação precisa ter um despacho aduaneiro ágil e a carga deve não danificar a estrutura numa viagem.

Carga a granel.

Se deseja importar ou exportar em grande quantidade e deseja reduzir custos de embalagem e manuseio, estes tipos de container atendem com qualidade mercados como: químicos, bebidas alcoólicas e agrícola.

Eles se comportam como grandes embalagens, contudo não esqueça o que disse lá no início, container não é embalagem!

Container Tanque.

Por mais que existam padrões ISO, a estrutura física desse tipo de container varia conforme o produto que ele for destinado a transportar. Alguns químicos causam mais pressão, outros precisam de controle de temperatura similar ao de um Reefer.

Em suma, a estrutura externa que cerca o tanque é similar aos demais containers, e possuem bocais para executar o carregamento e descarregamento por pressão.

O volume que consegue transportar barateia o frete, mas é uma operação complexa e custosa, exige-se o pagamento do aluguel pelo equipamento, da lavação e da devolução.

Confira na cotação, se o local de devolução é próximo de onde pretende descarregar a mercadoria.

Container Graneleiro.

20′

  • Dimensões internas: C 5,83 x L 2,37 x A 2,37 metros.
  • Tara: 2.900,00Kg
  • Capacidade para: 35.000,00Kg

Chamado no inglês de Grain Container o nome já explica que ele é usado, sobretudo, para o transporte de grãos.

Ao invés da porta dupla, possui escotilhas no teto para o carregamento e uma portinhola abaixo para o descarregamento. Sua estrutura interna é revestida para evitar a perda de mercadoria.

Sim, há outros tipos de container.

O objetivo desse texto é ser uma fonte de consulta e, também, de informação a respeito de alguns tipos de containers existentes no transporte marítimo. Caso você conheça algum outro que ficou de fora, compartilhe conosco nos comentários 🙂

GETT, Tecnologia para Comércio Exterior

Este artigo foi escrito para a GETT e foi publicado originalmente em seu Blog.