Por que ser bom pagador ajuda no fluxo de caixa da importação?

Realizar uma importação que não respeite seu fluxo de caixa, eventualmente fará com que ela emperre em algum trâmite que, além de causar prejuízos, vai lhe distanciar de ser considerado um bom pagador no mercado de Comércio Exterior.

Aliás, se você não tiver caixa, será complicado até para conseguir o Radar acima do Expresso.

Para ser reconhecido como bom pagador é preciso, além de fluxo de caixa, a virtude de honrar seus compromissos em dia.

Sabemos que o momento não é financeiramente favorável para muitos segmentos que importam, mas aqueles que construíram sua reputação de bom pagador antes da pandemia, estão passando por essa situação com mais facilidade.

Os benefícios são intangíveis, mas valiosos para o sucesso tanto das importações, quanto de sua empresa.

O que é ser um bom pagador, afinal?

Assim como soft skills, quem vai dizer se você é ou não um bom pagador são as pessoas, porque ser um bom pagador é sinônimo de ser confiável.

Pois a confiabilidade faz fluxos de caixa premeditarem corretamente suas entradas, acontecer como planejado, saca? Igual sempre almejamos no comércio exterior, não é satisfatório quando a importação ou exportação flui sem entraves?

Isso vale tanto no Brasil que não teria coragem de carregar no bolso – Pixabay

Então, o recebedor do dindin se sente igual quando recebe em dia e isso reflete positivamente ao bom pagador em benefícios como:

Você alivia o fluxo de caixa dos próximos processos.

Da mesma forma que avaliamos um prestador de serviço na prática, a boa fama de bom pagador será desenvolvido com o passar dos processos.

E sem gerar dificuldades.

Sempre tem aqueles clientes com exigências novas só para ganhar tempo..

Agindo dessa forma, eles poderão reduzir a margem de segurança média deles contigo, cotando um preço melhor para o próximo embarque ou contrato.

Mas você não vai conseguir isso se trabalhar com qualquer um por causa de preço, é preciso desenvolver um pequeno grupo prestadores de serviço, para que tenha maior recorrência e colha esse benefício antes.

Os processos do bom pagador são tratados com maior prioridade.

Essa te respondo num exemplo bem prático:

Digamos que seu Despachante Aduaneiro tem duas D.I para registrar (de perfil, tamanho e valor similar) de diferentes clientes.

Porém, só há tempo para registrar uma para parametrizar no mesmo dia.

O cliente de uma das D.I, pagou o adiantamento do numerário hoje, ainda não caiu na conta mas ele jura que pagou, seguidamente ele tenta esse dibre.

O outro cliente, pagou o adiantamento ontem, como sempre faz, um dia antes da atracação do navio.

Sim, dá para pensar em muitas variáveis nesse simples exemplo, mas com toda certeza que esse despachante está inclinado a registrar a D.I de quem não o faz de bobo.

Maior poder de barganha.

Caso você, humilde importador, quer se destacar em algo que as grandes empresas do Comércio Exterior não fazem bem, basta pagar em dia.

Além de pedirem prazos longos, como Transit Time marítimo de armador pinga-pinga, ainda são capazes de atrasar.

Por mais que seu prestador de serviço tenha grandes empresas na carteira, ele precisa dos pequenos bom pagadores para evitar utilizar o próprio crédito. Pagar em dia é moralmente uma obrigação, contudo ainda é visto como um diferencial entre tantos maus pagadores, e isso tem poder de barganha para quando for cobrar ou renegociar valores.

Quando o fluxo de caixa do bom pagador apertar, confiarão nele.

Foto de Lukas no Pexels

Ninguém está livre de passar apertos financeiros, de fato que estranhamos quem diz não ter passado por dificuldade alguma atualmente.

Às vezes o problema financeiro nem é dinheiro, pode ser um sistema que falhou justamente no dia do pagamento do frete para o agente de carga ou do numerário ao despachante aduaneiro. 

Sendo um bom pagador, certamente que quando isso ocorrer, seus prestadores de serviço aceitarão lhe dar um prazo afim de que sua importação não absorva prejuízos.

Apesar de parecer um poder de barganha, na prática ocorre de forma inconsciente, por haver confiança.

Se não confiarem, estará se sujo na praça do comércio exterior.

É um assunto delicado, mas alguém precisa lhe dizer isso:

Não são apenas bancos que trocam informações sobre inadimplentes.

Duvida? Teste com um prestador de serviço que nunca trabalhou antes, de perfil similar aos que normalmente trabalha, e solicite-o seu prazo de sempre:

  • Se for rapidamente aprovado, sua fama de bom pagador está intacta.
  • Se for negado ou recebeu muito abaixo do pedido, ele sabe como você tratou os outros antes dele.

Talvez consiga ficar na tênue linha entre bom e mau pagador e tenha apenas uma fama de ”enrolão”, Desorganizado ou Perdido, que seja, entenda que, se ficar tratando seus prestadores de serviço como bancos, você está pagando por esse crédito.

A confiança é uma das moedas mais valiosas.

Ser reconhecido como bom pagador leva tempo, um setor de Marketing não vai ter tornar relevante em um mês ou esperar que um departamento de Importação resolva todos os entraves e prejuízos em uma semana.

Tampouco consigo provar com números, mas lhe digo por experiência própria, tanto como prestador de serviço quanto cliente que, ser bom pagador reduz custos, conflitos e as cargas chegam mais cedo até você.

E você, leitora(o)?

Como seus clientes têm lhe tratado nesse assunto? Eles são bons pagadores? Algum segmento tem sofrido mais pela pandemia? Vamos continuar conversando nos comentários.

Este artigo foi escrito com os amigos da LogComex e publicado originalmente em blog.logcomex.com

INCOTERMS EXW, o que preciso saber antes de utilizá-lo?

Após apresentarmos o que é o INCOTERMS e alguns problemas que podem ocorrer por desconhecê-los, é hora de abordarmos profundamente o primeiro grupo, que nem grupo é pois o INCOTERMS EXW está sozinho.

Se desconhece o assunto, recomendo conferi antes o texto linkado acima pois abaixo, conheceremos conceitualmente para depois apresentar o que é importante saber dele na pegada prática.

O que preciso saber antes de utilizar o INCOTERMS EXW?

internationalcommercialterms.guru

Em suma, esta é a opção com menos responsabilidades ao Vendedor, pois sua obrigação é disponibilizar a mercadoria para coleta, com os custos de embalar e identificar para transporte, e entenda que, “disponibilizar” não significa entregar no caminhão do comprador, o risco termina antes disso, mas falaremos disso a diante.

A responsabilidade do seguro é toda do comprador e este sigla atende todos os modos de embarque.

Uma vez que entendemos o conceitual do INCOTERMS EXW, vamos conhecer o que é preciso saber antes de utilizá-lo.

É mais demorado para cotar o frete internacional de importação.

Se tratando de rotas populares populares, é comum que os agentes de carga lhe cotem na hora o valor do frete internacional e custos acessórios quando solicitado nos INCOTERMS FOB ou FCA, o que acelera a montagem da estimativa de custos.

Contudo, como o EXW demanda que o comprador se responsabilize pelo transporte interno no país de origem da carga, dificilmente seu agente de carga terá esse valor pronto, a menos que seja um produto de dimensões contidas e num país de grande volume, mas ainda será uma estimativa no melhor estilo regra de 3.

Image by Free-Photos from Pixabay

Uma saída para evitar essa demora, é solicitar ao vendedor proposta EXW e outra com alguma sigla do grupo F, dessa maneira, conseguirá ao menos montar a estimativa com o frete do seu agente de carga.

Posteriormente poderá analisar com calma se com o INCOTERMS EXW está intere$$ante.

A coleta não precisa ocorrer numa fábrica.

De tanto olharmos tabelas de INCOTERMS o ícone de uma fábrica e ouvirmos no cotidiano que o EXW significa “coleta na fábrica” que, na falta da prática do Comércio Exterior, um pequeno gafanhoto pode concluir que tem que ser coletado numa fábrica.

Pixabay

Esquece isso.

É normal fábricas não terem estoque para clientes e utilizarem Centros de Distribuição (CD), próprios ou terceirizados.

Além disso, as vezes este CD ou armazém fica em outra cidade ou até num país vizinho (comum na Europa por causa da União Europeia).

Portanto, cuidado ao considerar o endereço comercial do vendedor como o de coleta, confirme com ele!

Cuidado com o carregamento da mercadoria.

Mencionei no texto anterior, mas esse é um dos principais problemas que ocorrem com o EXW.

Quando o veículo que contratou chegar no CD para coletar sua carga, o carregamento no veículo é responsabilidade do comprador.

Isso não será problema para algo leve e pequeno que alguém consiga carregar (sem destruir as costas), mas e se for mais pesado? Digamos:

  • Mármore;
  • Motocicleta;
  • Maquinários;
  • Nossa ansiedade em 2020.

Se o veículo não tiver uma paleteira, ele pode perder horas (ou o dia) aguardando a boa vontade do lugar para realizar o carregamento.

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Ou pior, você chegou com um container Dry Box, esperando carregar com empilhadeira, mas o lugar só tem ponte rolante, do qual carrega por cima.

Mas seu container não é Open Top.

Contudo, INCOTERMS não são inflexíveis e você pode pedir que o vendedor se encarregue do carregamento, mas lembre de constar isso na Invoice, algo como:

INCOTERMS 2020: EXW (Cost of goods loading into vehicle/container included).

Tende a sobrecarregar o fluxo de caixa do importador.

Entendemos até aqui que, para fins de INCOTERMS, a obrigação do vendedor no EXW termina ao disponibilizar a mercadoria para coleta, ou seja:

A logística da importação sequer começou e o vendedor já cumpriu com a parte dele.

O que significa que o vendedor no EXW tende a exigir o pagamento internacional mais cedo, pois não faz sentido ele precisar aguardar o embarque ou a chegada no país de destino.

Imagine que o Vendedor aceitou o pagamento após chegar em Santos, e o comprador contratou um rota mais longa, porque seu estoque está alto?

Quem sai perdendo nessa situação é apenas o Vendedor.

Trata-se de uma questão comercial, se ambas partes tem sólida relação, provável que o vendedor ofereça maior prazo de pagamento, entretanto, ainda será menor que de outras siglas dos INCOTERMS.

A preocupação do exportador acaba assim que ele entrega a mercadoria.

Image by 272447 from Pixabay

A insana complexidade da importação é refletida nos documentos de embarque.

Se o vendedor nunca exportou ao Brasil, provável que não gostará depois de fazer todas as correções na papelada conforme nossa legislação exige.

Isso é, sem dúvida, uma Barreira Não Tarifária, portanto, com isso em mente, imagine comigo a seguinte situação:

  • Realizamos a primeira compra com um novo vendedor;
  • Pagamento antecipado, feito;
  • Ele se irrita tanto com nossa burocracia que sentimos pelo e-mail EM CAIXA ALTA.
  • Incomodamos ele mais um pouco pedindo uma palleteira emprestada no carregamento.
  • Ele cede, e depois de carregado, já envia os originais ao Brasil (nem fez questão do BL)
  • E quando chega em nossas mãos, estão incorretos.
E o ódio que surge na hora? Pixabay

Mesmo que estejam incorretos por culpa do vendedor, se esse cansado indivíduo não estiver disposto a vender para você (ou o Brasil todo) novamente, provável que ele te ignore mais que órgão anuente recebendo ligação para deferir L.I.

Entenda, além de não querer fazer negócios, ele já esta com a grana no bolso, com as obrigações do INCOTERMS EXW cumpridas e enviou a documentação “correta” o bastante para fazer o despacho aduaneiro.

É um cenário totalmente desfavorável ao comprador pois não há praticamente barganha alguma para exigir, haja inglês nesses momentos.

E você, amiga(o)?

INCOTERMS é um assunto complexo e sem dúvidas que há mais informações do que é preciso saber antes de utilizar o EXW, mas para isso dependo que você compartilhe suas experiências, vamos continuar a conversa nos comentários?

Cronos

Este artigo foi escrito para os amigos da Cronos Logistics e publicado originalmente em seu blog.

DRAWBACK

Regime Aduaneiro Drawback, como ela torna a exportação competitiva?

De acordo com a Receita Federal, o Regime Aduaneiro Drawback representou, nos últimos 4 anos, 29% de todo benefício fiscal concedido pelo Governo Federal. Considerando o alto custo Brasil, este benefício pode ser um dos mais importantes e capaz de nos tornar mais competitivos no Comércio Internacional.

Pois atualmente não é prudente contar com o câmbio desvalorizado para ser competitivo. Hoje a cotação está acima de R$5, mas como pretende vender quando estiver abaixo de R$4?

Por mais pessimista que você seja, o real não vai ficar tão desvalorizado para sempre e o Drawback vai lhe ajudar na competitividade quando esse (aguardado!) dia chegar.

O que é Drawback?

O Regime Aduaneiro Drawback consiste em suspender/isentar o custo tributário dos insumos importados, que foram/serão utilizados em produto destinado à exportação.

Isso mesmo, o Drawback pode lhe ajudar também em operações já realizadas 🙂

Erramos ao presumir que ele seja um benefício para importação, pois a economia é amplamente sentida nessa etapa, entretanto, ainda que tenha exceções (como a modalidade embarcação em que se pode importar para vender no mercado interno) esse Regime Aduaneiro é um benefício para a exportação de produtos e é nisto que vamos focar aqui.

Quem pode ser beneficiar do regime aduaneiro Drawback?

Primordialmente, não se trata tanto de quem, mas sim de como.

Assim como todos os Regimes Aduaneiros do Comércio Exterior, descobriremos se você pode se beneficiar dele ao analisar sua operação.

O conteúdo sobre o Drawback pode ser acessado na Portaria Nº 23, DE 14 DE JULHO DE 2011, mas para facilitar, vamos exemplificar com um produto bem popular?


Free photos from Pixabay.

Digamos que você produza bicicletas/bicis/zicas/magrelas personalizadas e as exporta para alguns países, você poderá se beneficiar do Regime Aduaneiro Drawback se a sua operação se caracterizar como de:

Transformação.

Você importa o alumínio para fabricar o quadro e aro, o aço para a correia, demais itens como câmbio, guidão, pneu e banco são importados ou comprados no mercado interno.

Beneficiamento.

Você compra bicicletas de uma fabricante local, importa um “Kit Bicicleta Elétrica” da China (Bateria, motor, cabos…), monta na magrela comprada localmente e exporta uma Bicicleta Elétrica.

Montagem.

Ao invés de fabricar, você compra cada pedaço da Zica de um fornecedor diferente (dentro e fora do Brasil), para montá-la e posteriormente exportar.

Renovação ou Recondicionamento.

Você compra bicicletas usadas que não funcionam mais, seja de lojas esportivas ou de pessoas que não veem a hora de passa a bike velha para frente, mas atente-se que deve ter Nota Fiscal.

Para restaurar, você importa Removedor de Ferrugem, Tinta, pedais, correia e pneus e exporta como Bicicleta Retrô, que serve tanto para passear como para decoração.

Acondicionamento ou Reacondicionamento.

Cuidado com os nomes, pois eles são parecidos com o anterior.

As bicicletas estão prontas, mas seu cliente pediu substituir a embalagem por uma personalizada que irá agregar valor ao produto no mercado que será vendida, seja o: material, descrição no idioma, o design em si…

Essa embalagem pode ser para transporte, mas não é permitido que essa seja a única razão para acondicionar ou reacondicionar.

Modalidades: Intermediário, Isenção, Suspensão, Restituição.

Depois de identificar em qual destas operações seu projeto de exportação se encaixa, precisamos adequá-lo na Modalidade correta antes de solicitar o benefício do Drawback à Subsecretária de Operações de Comércio Exterior (SUEXT… melhor quando se chamava DECEX):

Intermediário: seus fornecedores nacionais podem se beneficiar com sua exportação, utilizando a opção Drawback Intermediário, dessa forma, eles conseguirão lhe fornecer produtos com os tributos IPI, PIS e COFINS suspensos.

Isenção (Passado – Reposição): se já tinha os produtos importados em estoque e surgiu a oportunidade de exportação, então você repor seu estoque isentando do pagamento dos tributos, desde que o objetivo final seja realizar uma nova exportação.

Similar a um crédito fiscal para se aplicar numa futura importação.

Exportador – SUEXT, é o seguinte, surgiu uma oportunidade para fabricar e exportar algumas magrelas, mas foi na urgência e por isso tive que usar do meu estoque de produto importado, me isenta dos tributos para repor o estoque? Pois tenho uma nova exportação a fazer.

Suspensão (Futuro): você fechou uma venda no exterior e precisa importar os insumos para fabricar seu produto, os tributos da importação ficarão suspensos de pagamento.

Exportador – SUEXT, chega mais, fechei essa venda aqui no exterior, vou precisar importar uns produtos para fabricar as bicicletas, me ajuda aí suspendendo os tributos até eu exportar?

SUEXT – Beleza, mas se você não exportar, você vai ter que pagar esses impostos, com juros e multa.

Restituição (Passado – sem reposição de estoque): trata-se também de uma compensação fiscal, mas não em crédito, em dinheiro mesmo.

Esta é opção menos utilizada das três, pois sabemos da pressa que o Governo tem para restituir qualquer valor.

Exportador – Hey SUEXT, por favor, devolve o que eu gastei importando esses insumos aqui.

SUEXT – Pode ser em crédito?

Exportador – Não, em dinheiro, não quero mais saber de exportar.

SUEXT – Então espera sentado, pois vai demorar.

Como o benefício do Drawback torna minha exportação competitiva?

Ao entendermos como funciona conceitualmente o Drawback, torna evidente que a economia nos tributos da importação é a vantagem competitiva mais relevante.

E quando digo impostos incidentes da importação, é capaz de influenciar a turma toda: II, IPI, PIS, COFINS, AFRMM e ICMS.

Importante mencionar que o Drawback não exige depósito judicial ou qualquer outro instrumento que comprometa seu fluxo de caixa.

Mas há outras duas vantagens interessantes para melhorar sua competitividade.

Redução do risco cambial.

O câmbio alto inviabiliza tanto importações quanto nossos planos de viagens. Cabe ao profissional de Comércio Exterior reduzir custos onde for possível para abater o custo cambial.

Mas uma coisa é enfrentar um dólar entre R$3 e R$4, acima de R$5, já precisamos conseguir milagres.

Quanto mais desvalorizada nossa moeda, mais essa barreira se torna o principal inviabilizador de uma importação.

Contudo, se sua operação se enquadra no Regime Aduaneiro Drawback, o custo cambial será recuperado na exportação e é raro ter prejuízo com a valorização do Real.

Basta analisar o comportamento de moedas, ações ou commodities, seus valores sobem de elevador, mas descem de escada.

Gráfico da cotação histórica do Dólar Norte Americano entre Junho/2015 a Novembro/2016 - Uol
Gráfico da cotação histórica do Dólar Norte Americano entre Junho/2015 a Novembro/2016 – Uol

Repare no gráfico acima, o tempo que o dólar levou para valer R$4 e para chegar novamente próximo a R$3.

Utilizando a cotação presente para estimar custos de importação e exportação, estará mais protegido caso o Real valorize ou aumentará sua margem se desvalorizar ainda mais.

Baixo valor e risco para usufruir do benefício.

Considerando a economia tributária e cambial que o Regime Aduaneiro concede, o valor a despender com uma empresa experiente em Drawback torna-se baixíssimo.

E falo com experiência prática que é rápido de conseguir o benefício e tranquilo de gerenciá-lo.

Desde que esteja bem assessorado! Nunca é prudente se aventurar no Comércio Exterior sem ter conhecimento.

Entretanto, na primeira vez que apresente o projeto ao SUEXT pode ser que encontre dificuldades para conseguir a aprovação, pois as exigências podem variar conforme a operação e produtos que pretende importar e exportar.  

Mas depois que conseguir, saberá o caminho para solicitar novamente e será cada vez mais natural o Drawback no seu processo produtivo.

E você leitora(o)?

Falar de qualquer benefício aduaneiro é complexo, muitos poréns e detalhes dele ficarão para um próximo texto, o objetivo aqui foi de ajudar a enquadrar sua operação no Drawback e como ele lhe ajudará a ser mais competitivo.

Conhecia o regime aduaneiro Drawback? As explicações com exemplo ajudaram? Ficou com dúvidas? Já utilizou em suas exportações? Participe do assunto nos comentários, para enriquecer o assunto.

Este artigo foi escrito para a Conexo e foi publicado originalmente em seu Blog.