Voo fretado na importação, o que preciso saber antes de contratar?

Tem surgido recentemente no mercado agentes de carga vendendo espaço em voo fretado na importação, conhecido também pelo termo “voo charter”.

Uma natural estratégia para o momento de pandemia, afinal, conforme menos aviões estão voando regularmente, menos opções há para transporte de carga.

E as expectativas para o ano não são promissoras no Comércio Exterior, a Maersk estima 140 Blank Sailings para o segundo Quadrimestre é IATA prevê uma queda entre 15-20% do tráfego aéreo para 2020.

Entretanto, assim como qualquer modo de embarque, voos fretados possuem vantagens e desvantagens e esse texto lhe apresentará o que é preciso saber antes de contratar.

O que é Voo Fretado (Voo Charter)?

Com efeito de não haver disponibilidade de espaço em aviões de linhas regulares para atender uma gigante demanda, os agentes de carga arrendam uma aeronave para realizar um transporte com rota e horário específicos.

O agente de carga pagará pelo arrendamento da aeronave a companhia aérea, que em seguida precisará give your jumps para vender o espaço aos seus clientes.

Em resumo, o agente de carga compra o espaço no atacado para vender no varejo aos seus clientes.

Evidente que o arrendamento não é simples como chamar um Uber, como definir a quem pertence riscos, responsabilidades de operação… Mas esta é a expertise dos Agentes de Carga e cabe a eles simplificar a venda aos clientes.

Também é possível arrendar parte de uma aeronave ou navio, entretanto, isso tende a ser viável apenas com veículos maiores.

As vantagens e desvantagens do voo fretado na importação.

Photo credit: Benedikt Lang on VisualHunt / CC BY-ND

Ainda que busque atender uma reconhecida demanda que justifique tamanha operação, o voo fretado na importação não satisfará logisticamente a todos.

Assim como as vantagens e desvantagens abaixo podem pesar diferente em sua decisão, conforme:

  • Tipo de produto: Peso, dimensões, classificação de risco e barreiras não tarifárias.
  • Mercado a atender no Brasil.
  • Sua localização e do Exportador em referência aos aeroportos da rota.

Mas é primordial conhecê-las, para evitar prejuízos ainda maiores (ainda mais num momento que precisamos reduzir custos) e trabalhar com harmonia com seu agente de carga, desde a cotação até sua chegada.

Vantagens

O bicho é brabo de rápido, mesmo para o transporte aéreo, o Transit Time Shanghai/Frankfurt -> Viracopos chega a ser 30 horas.

Isso é possível pois não há escalas no caminho para carregar e descarregar (apenas para reabastecer) e muito menos conexões, portanto, o tempo parado com troca de aeronave e movimentação de carga durante a viagem é inexistente.

Photo credit: Christian Junker | Photography on VisualHunt / CC BY-NC-ND

Maior garantia do embarque, o espaço comprado está seguro e será iniciado na data informada, diferente das linhas regulares que tem regras de prioridade que fazem você a ver navios aviões.

Para a carga, a importação em voo fretado fortalece a segurança em dois aspectos:

  • Manuseio: Ele será realizado por um subcontratado de seu agente de carga, que sem dúvida acompanhará para que seja feito com cuidado.
  • Transporte: Quanto menos tempo um veículo está em viagem ou movimentando carga, menor é o tempo de risco.

Além do próprio transporte aéreo ser mais seguro que o marítimo e rodoviário.

Desvantagens

No geral, costuma ser a opção mais cara dentro do transporte aéreo, portanto, aumentar o volume de produto pode ajudar a reduzir o custo do frete (apesar do câmbio não estar colaborando para isso).

Quanto maior o volume, mais feliz seu agente de carga fica.

Como falta espaço para embarcar, esse “caro” ainda pode ser mais barato que arcar com outros custos conhecidos, como:

  • Queda da efetividade da mão-de-obra por ociosidade.
  • Deixar de atender clientes no Brasil.
  • Maquinário e fábrica parada.

Mas ela não perdoa atrasos, se não entregar a carga em tempo (desembaraçada e pronta para embarque), será preciso arcar com o frete morto.

Em seguida, sofrerá com os prejuízos logísticos de movimentar, transportar e armazenar essa carga, até conseguir outro voo fretado.

Visto que não há opções de voo fretado na importação regularmente, a espera será longa.

Portanto, é essencial que seu exportador tenha tempo para produzir e entregar a mercadoria, além de um prazo extra de segurança para os eventuais problemas!

Por último, provável que precise pagar adiantado o frete, ao menos um sinal, pois como vimos, trata-se de uma operação bem mais arriscada para os agentes de carga e é preciso compartilhar os riscos.

O que também significa comprometer mais seu fluxo de caixa, ainda bem que a viagem é rápida.

Esse é um aspecto mais comercial, a depender da sua barganha e relação comercial, talvez consiga pagar depois da aeronave chegar. Como o usual da importação.

O planejamento está mais importante que nunca.

Photo credit: Jeroen Stroes Aviation Photography on Visualhunt.com / CC BY

O êxito de uma importação está no planejamento e no caso de embarcar em voo fretado, a logística internacional torna mais tênue ainda a linha entre o sucesso e fracasso da operação.

E cuidado, assim como a “empreendedores” que nunca importaram nem no Ali Express e já querem trazer um container de máscaras, cuidado para não trabalhar com agentes de cargas inexperientes nesse assunto.

Se o modo aéreo de embarque sempre esteve presente a você, considere cotar nessa modalidade, pois ainda ouviremos ofertas dela por um bom tempo.

Por mais que a pandemia terminasse milagrosamente hoje, serão meses para fábricas, comércio, companhias aéreas e armadores sincronizarem suas capacidades para atender as demandas.

E você, amiga(o)?

Já realizou importação em voo fretado? Tem conseguido embarcar em linhas regulares? Seu agente de carga está ofertando essa opção? Quais cuidados você daria para quem ainda desconhece?

O momento exige cooperação, portanto, dividir sua experiência nos comentários é mais importante que nunca.

Este artigo foi escrito com os amigos da LogComex e publicado originalmente em blog.logcomex.com

Logística portuária: o que é, desafios e como impacta na economia do país?

O profissional de Comércio Exterior que realiza importações e exportações sabe o quanto a logística portuária afeta na produtividade e no custo total das operações.

Ela é a razão de passarmos pelas mais tensas situações, tais como conflitos no despacho aduaneiro, infelizes surpresas nas vistorias de carga, embarques rolados, carregamentos e descarregamentos não realizados…

E mesmo que tenhamos 175 instalações portuárias nos conectando por água mundo afora, diversos aspectos negativos atrapalham nossa competitividade perante o comércio mundial, bem como em proporcionar uma redução do preço pago pelo consumidor final.

O profissional de Comércio Exterior precisa entender a logística portuária para evoluir na qualidade de suas operações, por isso o texto vai apresentar os desafios dela no Brasil e como impacta no país.

O que é Logística Portuária?

A resposta estilo 5ª série seria “a logística do porto”, entretanto, não há nada de simples num lugar que recebe veículos por terra e água, movimenta cargas domésticas e de longo curso (ou seja, entre portos de diferentes países), sempre observando a legislação local, aduaneira, marítima e de diversos órgãos públicos ao mesmo tempo.

Ah, tudo isso lidando com os clientes do Comércio Exterior, que são os mais tomados pela urgência.

Para definirmos em poucas linhas:

Logística portuária é a gestão de mercadorias e pessoas, realizada numa infraestrutura que conecta o transporte terrestre e aquático, respeitando os processos administrativos das legislações que afetam a exportação, a importação e a cabotagem.

Vemos a complexidade mesmo que analisando unicamente a gestão de mercadorias, por mais que usemos scanners em contêineres, ainda é necessário abri-los para serviços como: separar, identificar, etiquetar e colher amostra.

Somado a isso ainda pode-se envolver a movimentação de muitas pessoas para o porto funcionar, são os estivadores, operadores de maquinário, caminhoneiros, despachantes aduaneiros, importadores, exportadores, fiscais de órgãos públicos, polícia federal…

Não citei nem metade dos que encontro ao visitar um porto.

Quais os desafios enfrentados na logística portuária brasileira?

O desafio para a logística portuária brasileira superar está principalmente em nossa infraestrutura.

É vago definir um único problema, mas entenda que, para um porto funcionar com máxima eficiência, é preciso infraestrutura além da área portuária.

Poderia lhe dar diversos exemplos práticos do que sofremos no Comércio Exterior, mas vamos usar o relatório de competitividade do Fórum Econômico Mundial.

Fatores mais problemáticos para fazer negócios no Brasil (2017-2018), 5º infraestrutura logística de suprimento
Motivos mais problemáticos para fazer negócios no Brasil (2017-2018)

A infraestrutura é o quinto principal fator problemático para fazer negócios no Brasil, dos 137 países avaliados neste relatório, temos a 73º melhor infraestrutura mundial.

Septuagésima terceira, também fiquei pensando como se fala quando escrevi.

E menção honrosa para as 3 primeiras colocadas que, com certeza não estão ajudando no desenvolvimento da logística portuária brasileira:

  1. Carga tributária;
  2. Corrupção; e
  3. Burocracia ineficiente.

Enfim, considerando a infraestrutura o principal desafio, sofremos com os seguintes sintomas e consequências:

A participação do Brasil no comércio mundial é pífia.

Há muitos anos que a atual 10ª maior economia do mundo representa apenas entre 1 e 1,4% do comércio mundial.

E não porque os demais países na frente estão no mesmo ritmo que nós, é por nossa balança comercial que oscila tanto, provando que não temos planejamento a longo prazo.

Gráfico Exportações (verde) e Importações brasileiras por ano
Exportações (Verde) e Importações brasileiras anuais – Comexstat

Igualmente vemos na logística portuária ao consultar a evolução de atracações de embarcações em longo curso, nos portos públicos (vermelho) e privados.

Sobe, desce, sobe, fica na mesma, desce…

Se não temos um constante crescimento no comércio mundial, não conseguiremos desenvolver a necessidade de evoluir na infraestrutura, pois a logística portuária atual teoricamente é o bastante.

Talvez até não seja, mas uma hora a movimentação cairá novamente (sei que o ideal é estarmos com uma infraestrutura melhor que o necessário, mas estou apelando para o que entendo ser a mentalidade brasileira de governar).

Falta de desenvolvimento de áreas portuárias.

Como afirmei anteriormente, áreas portuárias vão além dos portos.

Afinal, a qualidade da logística portuária é comprometida se as condições do transporte rodoviário e aquaviário que ele conecta não estiverem bem desenvolvidas.

Não é raro no Comércio Exterior a transportadora contratada perder o horário agendado a comparecer no porto, porque:

  • Ficou preso no trânsito da rodovia que não é duplicada;
  • Furou um pneu numa cratera apelidada de buraco; ou
  • Teve o caminhão roubado num trecho mal iluminado.

Como os caminhões no ano passado no Porto de Paranaguá que chegaram a esperar até 2 dias para descarregar.

Se os caminhões não conseguem carregar ou descarregar mercadorias nos horários agendados, o fluxo logístico do porto é comprometido e as embarcações precisam aguardar mais tempo que o normal, como em 2018 que precisou aguardar no porto de Santos até 9 dias.

Para portos como Santos e Itajaí, é quase impossível resolver o problema do trânsito, uma vez que não houve planejamento no crescimento dessas cidades que acabaram “engolindo” estes terminais.

Foto do Porto de Itajaí com navio CSAV Lauca atracado
Porto de Itajaí, cercado de residências, comércio e até um Shoppping Center – Fonte – Energia Hoje

Mesmo relevando a questão de calado (profundidade para atracação, explicação rápida), é possível acreditar que algum dia o porto de Itajaí cresça em movimentação para alcançar o nível que o porto de Santos tem hoje?

Limitadas opções de portos

São mais de 175 terminais todavia, cada um possui uma logística portuária limitada para atender determinados tipos de navio, carga e cliente.

Não consigo filtrar no sistema da ANTAQ os aspectos acima, mas vamos trabalhar com o que temos:

Mapa do Brasil com a localização dos terminais portuários
Localização dos portos no Brasil (Limitado ao Zoom no mapa) – Anuário da ANTAQ

Por exemplo, nem todos os terminais:

  • São alfandegados para receber embarcações em viagem de longo curso.
  • Possuem profundidade de calado para receber todas as embarcações que navegam no Brasil.
  • Recebem navios graneleiros pois são portos dedicados apenas a contêiner.

Visualizando o mapa e considerando os motivos pelos quais afirmo termos poucos terminais, de modo que menos opções.

Consequentemente, menos opções resultam num aumento de preço e limitam a escolha em razão da distância (uma vez que não temos malha rodoviária e ferroviária capaz de supri-la), pergunto:

Quanto um porto mais distante de você precisa ofertar, para compensar o custo extra de transporte rodoviário?

Quanto precisa e o quanto pretende, pois se você não tem um volume de embarques relevante (como a maioria das empresas que atuam no Comércio Exterior brasileiro), terá que se contentar com a tabela padrão mesmo.

O impacto da logística portuária na economia do país.

O impacto está ligado às operações de exportação e importação (também na cabotagem, mas o foco aqui é o comex). E ele pode variar bastante conforme o tipo de produto.

É fácil diluir o custo portuário na escala, como de grandes embarques a granel, com diversos contêineres ou carros em navio Ro-Ro.

Navio vermelho Ro-Ro (Roll on-Roll Off) carregando carros
Exemplo de navio Roll-On Roll-Off.

Por outro lado, esse custo representará de 30% a 40%, ou mais, em operações menores, como importações LCL (Parte Contêiner) ou de commodities de baixo valor transportadas em contêiner.

É impossível hoje exportarmos ou importarmos por água sem utilizar um porto, então independente do quanto ele impacte economicamente, é essencial que ele oferte um serviço a preço baixo para não encarecer o cliente final, estando ele no Brasil ou fora, que é quem realmente paga por todos os custos.

E para manter este baixo valor precisamos de infraestrutura para realizar a logística com qualidade e mais opções para ajudar no custo das pequenas e médias empresas que operam no Comércio Exterior.

E você, amiga(o)?

O que achou do assunto? Que outros desafios entende que temos que enfrentar na logística portuária, dentro do Comércio Exterior? Na sua opinião, quais os caminhos para se melhorar a infraestrutura? Vamos continuar conversando nos comentários.

GETT, Tecnologia para Comércio Exterior

Este artigo foi escrito para a GETT e foi publicado originalmente em seu Blog.

Como os importadores causam gargalos nas próprias importações. Parte 2.

Esse artigo trata-se de uma continuação, por isso, recomendo ler antes a primeira parte nesse link.

E a batalha para importar continua: na primeira parte, nosso bravo despachante aduaneiro enfrentou tantos gargalos criados pelo dissimulado cliente que terminamos com o importador cotando o frete internacional somente depois da carga estar pronta para o embarque.

Muitos acreditam que a etapa do início até conseguir embarcar seja a mais complexa da importação. Então, com o embarque da nossa história realizado, concluímos que o pior já passou?

Não se depender deste nosso importador.

Não di$por de capital para pagamento das obrigações.

– Olá importador! Aqui é seu amigo Despachante Aduaneiro, nossa carga chegará no porto daqui 15 dias, então lhe enviei o numerário há poucos minutos.

– Já?!

– Na verdade demorou, o frete que você fechou fez transbordo na Índia, Itália, passou pelo canal do Panamá e ficou 10 dias parado em Santiago por causa dos protestos no Chile…

– Nossa, como o tempo passa rápido (risadas nervosas), mas só vou conseguir pagar daqui 20 dias.

– Não consegue dinheiro pelo menos para os impostos e armazenagem? Podemos negociar um prazo com o agente de carga.

– Não dá, pedi para ele enxugar tanto o frete que ele exigiu o pagamento para liberar o BL…

Até o pai do Chris já sabe que esse barato vai sair caro…

Empresas e pessoas passam por emergências financeiras que podem gerar situações como a que descrevi, mas não é sobre elas este texto.

O que é comum testemunhar são importadores que, assim que conseguem levantar capital para pagar o exportador, realizam o embarque sem se preocupar se haverá caixa para quando a mercadoria chegar no terminal de destino.

Pois é ao chegar no destino que precisamos começar a pagar os demais envolvidos, principalmente os Impostos, frete nacional e Internacional, armazenagem e despachante aduaneiro.

E mesmo havendo prazo com algum desses envolvidos, raramente eles serão longos o bastante para um fluxo de caixa incapaz de atender.

Não ter prioridade no trabalho para reduzir custos.

– Boas notícias, importador! Conseguiremos a liberação com o Ministério da Agricultura agora a tarde, poderemos carregar amanhã, pode me passar o contato da transportadora?

– Que bom, meu amigo despachante! Eu ainda estou negociando o valor. A transportadora me passou R$600,00, mas quero cinquentão de desconto, onde der para enxugar é sempre bom né?

– Importador… – Diz o Despachante cheio de trevas na voz.

– Diga, meu amigo!

– Se não carregarmos amanhã, VOCÊ VAI PAGAR MAIS R$900,00 DE ARMAZENAGEM.

– Tá…Vou fechar por R$600,00 e te mandar o contato deles.

– Sabia que podia contar contigo 😊

Quem nunca teve um cliente que era o melhor, quando estava em silêncio?

Salvo as situações em que o dólar despenca expressivamente (saudades), os custos de importação tendem a variar apenas para cima, especialmente se mercadoria já está no terminal de destino, pois não se pode dar ao luxo de sacrificar dias de armazenagem alfandegada para renegociar custos – o que deveria ter acontecido com antecedência.

E não apenas valores sobem, quanto mais demorar para sua mercadoria chegar a você, mais você a está submetendo a riscos como: greves de setor público, enchentes, roubo de carga, entre outros deveras comuns no Brasil.

Não automatizar o trabalho com sistemas.

– Importador, o caminhoneiro tá esperando a Nota Fiscal.

– Tá quase, tá quase! É que o guri que faz a NF ficou doente, então o chefe dele tá fazendo, mas ele nem lembra mais direito como alimenta as informações.

– O arquivo da D.I que eu mandei para gerar a nota não funcionou?

– Pelo que vi, é feito manual mesmo, do início ao fim :/

Do início ao fim.

Uma “atrasadinha” na NF pode ser o bastante para perder o horário de carregamento ou pagar por não ter comparecido, além do custo extra de armazenagem.

Ou você acha que o terminal alfandegado vai ter pena do importador parado no tempo?

Ignorar as novidades tecnológicas capazes de acelerar nosso trabalho, é ignorar a oportunidade de economizar tempo para que este seja utilizado no que é de fato complexo, pois quanto mais tempo temos para fazer o difícil, maior a chance dele ser realizado corretamente.

Além de não podermos ignorar as mudanças para sempre, pois também somos obrigados a nos adaptar ao novo. Quem fez despacho aduaneiro no papel teve que aprender a fazer no clássico Siscomex e, agora, todos precisamos nos adaptar ao Portal Único e todas as novidades vindo com ele.

A propósito, se estiver por fora da DUIMP, por exemplo, sugiro a leitura:

Saber que é possível melhorar, mas achar que a culpa é dos outros.

– Boa tarde, importador. O caminhão chegou certinho no armazém de vocês?

– Sim…Tudo certo…

– Algum problema?

– É que saiu caro e foi demorada a operação

– Em que momentos?

– Ah, desde para embarcar até o despacho.

– Mas eu te ligava diariamente para conseguirmos embarcar e no despacho tivemos canal verde, adiantei tudo que estava ao meu alcance.

– Ah não sei, acho que é o teu serviço que tá caro…

Mais um dos inúmeros mágicos momentos de gastrite que o comércio exterior proporciona.

Os sintomas por achar que a culpa são dos outros podem variar, podem aparecer na forma de comodismo de fazer da forma menos trabalhosa possível,  achando que brigar por preço é o único caminho, pela simples vaidade de não admitir que precisa melhorar ou (o sintoma que mais testemunhei):

Achar que o Comércio Exterior (e quem trabalha nele) precisa se adaptar ao importador.

O comércio exterior não está nem aí se você não fez fluxo de caixa, se não sabe definir o que é importante em cada momento ou como seria melhor para sua empresa. É o importador que deve se adaptar ao comércio exterior.

***

Operações de importação (e o mesmo para exportação) funcionam num grande trabalho em equipe, no qual é comum cobrarmos o progresso dos demais para que possamos realizar o próximo procedimento, mas além de pressionarmos quem está envolvido, é preciso que o importador busque sempre eliminar os próprios gargalos que ele mesmo causa na importação.

E você, leitora(o)?

Sofre com estes gargalos? Lembra de outros que sua empresa ou clientes causam? Também acha o “pai do Chris“ um ser humano maravilhoso? Contribua para que aprendamos também 😊.


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Quem é o Jonas?

É um cara que trabalha há mais de onze anos com comércio exterior, importação e continua apaixonado pela falta de rotina que essa vida tem! Aliando seu amor pela escrita, desenvolve de forma simples e bem-humorada, pois a leitura não precisa ser um fardo para ensinar.

E o que começou como hobby, rendeu a oportunidade de escrever e palestrar para empresas do ramo como Allog, Cheap2ship, Cronos, DC Logistics, Amtrans, Fazcomex, Logcomex, entre outras.

Quando não escreve, pratica artes marciais, enfrenta sua eterna sua pilha de livros, joga vídeo game desde o Atari e também curte ajudar os outros profissionalmente, seja trocando uma ideia ou com soluções para quem está em apuros.

Talvez ele possa te ajudar, que tal procurá-lo?